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POEMAS APENAS

Atualizado: 25 de jul. de 2022

Se lhe pedem em troca a dignidade pela cornucópia

Lhe peço pedra sobre pedra do que nunca deveria existir,

Calhou de ser hoje o dia em que

sem voz

levanto o grito soterrado

da areia

das pimentas

da pedra

dos ossos

Desabrochei do amor que me foi negado

Para enfim calar a jaula com o tufão do meu renascer

Meu avançar é queda

Meu recuo é queda

Sua queda

Minha escada

Pois das ruínas de cada reino banhado em ouro e prata

Faço o meu mar revolto de despedida

Tua despedida

Minha venturança.

Sinta o sabor

Conluio do mastigar e saborear

Será teu último requinte

Teu último orgasmo, teu primeiro arrependimento

Por não ter amado

Esse sabor,

O sabor do profeta do fim dos tempo



 
 
 

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