SEREIA | quero tudo pra mim, do que há de bom e ruim

Atualizado: 23 de jun.




exoesquelto racha e o líquido ancestral que ele protegia começa a gotejar, gotejar, gotejar... até que derrama e puxa seu tesouro, seu lixo, sua vida e sua morte consigo ralo abaixo. escorre para o esgoto.


repetinamente, o tônus alivia e os movimentos fica mais lânguidos e indiretos, levando o corpo pouco a pouco para o chão.





no fundo dos esgotos, encontra uma água parada. é chorume. é charco. e agita essa potência vital da escuridão. o fedor sobe.


principalmente em plano baixo, espirala e circula. há ainda uma violência do mundo lá de cima. a densidade da água oferece uma resistência também e o corpo precisa movimentá-la.








águas, lixos e acestralidades se fundem e a criatura se faz sereia. ela emerge e, insatisfeita, busca mais. busca tudo. e suga. quer tudo pra si. precisa de mais pra se fazer completa, pra gerar. entre sedução e sucção, atrai olhares e puxa as sementes. as podres e as gloriosas. mais que sereia, é buraco negro.


do momento anterior para agora, os movimentos são parecidos. é a intenção que muda. fluência é mais controlada, tempo mais sutentado. corpo faz ainda mais curvas e se permite ir para o plano alto quando quer as atenções todas para si.


NOVO VÍDEO COM EXPERIMENTAÇÕES DE MOVIMENTO




primeiro vídeo e primeira tabela abaixo:




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